ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DATA: 30.07.2025 CAT: Notícias

Campanha de Doação de Sangue mobiliza comunidade em Getúlio Vargas

Ação solidária resulta em 67 coletas e reforça compromisso com a saúde e a vida   No último dia 5 de julho, a Prefeitura de Getúlio Vargas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social, promoveu uma campanha de doação de sangue na Unidade Básica de Saúde Central (UBS), reunindo voluntários em um gesto de solidariedade e compromisso com a vida. A ação, que contou com a parceria da Cresol, do Hemocentro Regional de Passo Fundo e da equipe da Secretaria de Saúde, atendeu 100 pessoas ao longo do dia, com 67 coletas de sangue efetivamente realizadas, destinadas ao abastecimento dos estoques da rede pública de saúde. PARCERIAS QUE SALVAM VIDAS A campanha foi viabilizada por meio de uma articulação entre diferentes entidades, reforçando o papel da cooperação e do engajamento comunitário. A Cresol esteve à frente da organização, atuando lado a lado com a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social e o Hemocentro de Passo Fundo. A triagem e a coleta foram realizadas pelos profissionais da Secretaria de Saúde de Getúlio Vargas, treinados pela equipe do Hemopasso responsável por toda a estrutura técnica para a coleta, triagem e transporte do material biológico. Segundo o secretário de Saúde e Assistência Social, Elgido Pasa, a mobilização teve como objetivo incentivar a cultura da doação regular de sangue no município, contribuindo para salvar vidas em situações de emergência, cirurgias e tratamentos diversos. "Agradecemos a cada doador e às instituições parceiras que tornaram essa campanha possível. Doar sangue é um ato de amor ao próximo e de responsabilidade social", destacou Pasa.

DATA: 30.07.2025 CAT: Desenvolvimento

Getúlio Vargas participa de missão técnica a Imbituba e discute logística ferroviária com o Governo Federal

Secretário Darlei Gysi integra comitiva do agro que debateu exportação, BR-285 e a retomada da Ferrovia Norte-Sul   Com foco na melhoria da logística e na busca por novos canais de escoamento da produção agrícola do Alto Uruguai, lideranças do agronegócio, empresários e representantes do poder público de Getúlio Vargas participaram, nos últimos dias, de uma missão técnica ao Porto de Imbituba, em Santa Catarina. A ação foi organizada pela Sicredi Sul Minas RS/MG, em parceria com a empresa Tecnoagro, reunindo produtores rurais e autoridades da região com o objetivo de visualizar novas oportunidades de exportação de produtos agrícolas e importação de insumos. A comitiva contou com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Darlei Gysi, que representou o Município de Getúlio Vargas nos encontros e nas visitas técnicas. Segundo ele, a viagem reforçou o compromisso da gestão com o fortalecimento da infraestrutura logística, fundamental para ampliar a competitividade do agronegócio regional. BR-285 E FERROVIA NORTE-SUL Além da visita ao porto catarinense, o grupo também participou de reuniões estratégicas com lideranças políticas e técnicas ligadas à logística nacional. Entre os encontros, destacou-se a audiência com o secretário nacional de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, realizada com o objetivo de debater a viabilidade e os impactos positivos da extensão da Ferrovia Norte-Sul até o norte do Rio Grande do Sul. Durante a reunião, foram apresentados os desafios logísticos enfrentados pela região e os potenciais ganhos com a conclusão da BR-285, que conectará o RS ao litoral catarinense, reduzindo significativamente as distâncias até o Porto de Imbituba. VISÃO DE FUTURO E COMPETITIVIDADE PARA O AGRO REGIONAL A missão técnica, segundo os organizadores, é o início de uma série de ações que visam reposicionar o agronegócio do norte gaúcho diante das transformações logísticas e comerciais em curso no Brasil. A Sicredi Sul Minas RS/MG, junto a seus parceiros, reforça a importância da união entre cooperativas, empresas, produtores e prefeituras na criação de soluções conjuntas. A Prefeitura de Getúlio Vargas reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e inteligente do município, apoiando iniciativas que coloquem a região em destaque no cenário logístico e produtivo do país.

DATA: 28.07.2025 CAT: Educação

CTG Tropilha Crioula visita Prefeitura e apresenta conquistas ao prefeito de Getúlio Vargas

Comitiva tradicionalista foi recebida no Gabinete pelo prefeito Pedro Paulo Prezzotto e integrantes da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto   Representantes do CTG Tropilha Crioula de Getúlio Vargas estiveram, nesta segunda-feira, dia 28 de julho, em visita oficial ao Gabinete do Prefeito Pedro Paulo Prezzotto. O encontro teve como objetivo apresentar as conquistas mais recentes da entidade tradicionalista e reforçar o diálogo com o Poder Público em prol do fortalecimento da cultura gaúcha no município. A comitiva, composta por integrantes da patronagem, invernadas e familiares, foi recebida também pela responsável pelo setor de Cultura da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SMECD), Maria Lurdes Scolari, e pelo coordenador pedagógico da pasta, David Zanoni. Durante a visita, foram entregues cuias personalizadas e certificado como forma de reconhecimento mútuo pela parceria entre CTG e Prefeitura. UMA TRAJETÓRIA DE CONQUISTAS O patrão do CTG Tropilha Crioula, Evandro Luís Frois, destacou o papel do grupo na preservação das tradições gaúchas e apresentou alguns dos principais resultados obtidos pelas invernadas nos últimos anos, em especial na categoria Juvenil, atualmente em ritmo intensivo de ensaios. Com mais de 150 integrantes, o CTG contempla desde as categorias mirim até veterana, com crianças a partir dos quatro anos de idade. "É uma dedicação diária, feita com muito esforço pelos pais e voluntários, que se somam ao trabalho dos dançarinos para manter viva essa chama. Quando a sociedade nos apoia, a cultura floresce", destacou Evandro. CULTURA COMO INVESTIMENTO Ao receber o grupo, o prefeito Pedro Paulo Prezzotto fez questão de elogiar o papel social e formativo da entidade. "Enquanto vocês estiverem dançando, aprendendo e divulgando a cultura gaúcha, estarão no caminho certo. Em um mundo conturbado como o nosso, é um orgulho ver jovens investindo tempo e energia na preservação de nossas raízes. A nossa administração tem como meta transformar Getúlio Vargas em uma cidade educadora, e a cultura é parte essencial disso", acrescentou. A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA A responsável pelo Setor Cultural Maria Lurdes Scolari e o pedagogo David Zanoni reforçaram o papel da cultura como agente transformador. "Este trabalho é um investimento maravilhoso. A cultura, quando feita com o coração, como vocês fazem, tem poder de educar, incluir e fortalecer a comunidade", declarou Maria Lurdes. "Não existe povo sem cultura. E vocês são agentes culturais ativos que merecem toda valorização", completou David. O LEGADO O encontro foi encerrado com uma fotografia oficial no gabinete e palavras de gratidão dos representantes do CTG. "Vamos continuar batendo na porta, porque sabemos que ela está aberta para quem trabalha com respeito e paixão pela cultura", afirmou uma das representantes do grupo. A visita reforça a união entre sociedade civil e Poder Público na promoção da cultura gaúcha em Getúlio Vargas, assegurando que os valores das tradições sigam sendo repassados de geração em geração — com orgulho, dedicação e pertencimento. [gallery ids="26889,26891,26890,26893,26894"]

DATA: 26.07.2025 CAT: Educação

Fórum da Educação encerra com reflexões sobre autismo, ciência e humanização

Palestra sobre autismo desmistifica espectro e defende inclusão   O último dia do Fórum Municipal, Regional e Nacional de Educação, realizado em Getúlio Vargas, foi marcado por debates voltados à inclusão e à ciência. Na manhã de sexta‑feira (25), o neurologista Ricardo Lorenzato Bortoluz palestrou sobre "Autismo e Inclusão", com mediação da neuropsicóloga Diane Aparecida Lorenzi. O especialista explicou que o espectro autista não é uma doença, mas uma condição neurobiológica que se manifesta de forma diferente em cada indivíduo. Ao apresentar legislação recente — como a Lei nº 13.146/2015, que garante direitos às pessoas com deficiência, e a Lei nº 12.764/2012, que determina o direito à educação inclusiva — ele lembrou que o dever de adaptação é das escolas: "Não é a criança que deve se adaptar, é a escola que deve se adaptar", afirmou o médico. A palestra abordou dificuldades comuns, como problemas de coordenação motora e hipersensibilidade sensorial, e apresentou dados que mostram o aumento da prevalência do transtorno, de 1 em cada 256 crianças no início dos anos 2000 para 1 em cada 36 atualmente. Bortoluz frisou que, sem conhecimento e empatia, é impossível incluir: "O desafio que uma criança com autismo enfrenta ao entrar na escola pode ser multiplicado por dez. É preciso estudar e ter sensibilidade para acolher", completou. Além das abordagens teóricas, representantes do programa TEAcolhe apresentaram as ações do serviço na região. Eles explicaram como funciona a emissão da CIPTEA, a carteira de identificação que garante prioridade em serviços, e destacaram a importância do matriciamento intersetorial, que articula saúde, educação e assistência social. A equipe incentiva que escolas e famílias procurem os pontos focais do programa para encaminhar casos suspeitos de autismo e acompanhar a avaliação e o atendimento. "São momentos muito valiosos", ressaltou uma das coordenadoras, agradecendo à comissão organizadora e convidando os participantes a usufruir da rede de apoio. CIÊNCIA E DEMOCRACIA NA CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO À tarde, o auditório voltou a encher para ouvir a professora e pesquisadora Maria Beatriz Moreira Luce, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que conduziu a conferência "Inovação e Inclusão: Educação e Ciência como Possibilidades de Realização do Humano". A estudiosa relacionou a democratização do conhecimento científico à construção de uma escola pública mais justa. Para ela, inovação não se resume a ferramentas digitais; significa promover ciência cidadã e ensinar estudantes a questionar, pesquisar e pensar criticamente. Ela argumentou que a ciência, quando compreendida como patrimônio coletivo, ajuda a combater desigualdades e rompe barreiras culturais: "A ciência faz parte da experiência humana. Democratizá‑la é dar acesso a todos, inclusive aos excluídos, para que possam realizar plenamente seu potencial". Maria Beatriz também defendeu que a inovação deve estar a serviço da inclusão, respeitando as singularidades dos alunos e aproximando a universidade das escolas. Citando experiências de escolas públicas que trabalham com projetos inovadores, ela mostrou que é possível integrar inovação pedagógica a valores humanistas, estimulando a autonomia intelectual e o cuidado mútuo. A conferência foi mediada pelo professor Ivonei Fabiano Grolli e seguida por perguntas do público. ENCERRAMENTO COM ARTE E DEPOIMENTOS EMOCIONADOS O encerramento do fórum reuniu todas as gerações no auditório. Antes da conferência final, alunos da EMEI Cônego Stanislau Olejnik apresentaram um momento cultural, unindo música e teatro. Em seguida, a Banda da APAE de Getúlio Vargas subiu ao palco e emocionou a plateia com interpretações que simbolizam a força da inclusão. Ao final do evento, a secretária de Educação, Luciane Spanhol Bordignon, agradeceu aos mais de 500 inscritos e ressaltou que o fórum alcançou o objetivo de promover reflexão e formação continuada. "Falar de inovação e inclusão é pensar em educação para todos e construir, juntos, um futuro melhor", declarou. Um dos participantes, o professor da rede privada Jean Zimmermann da Silva, disse que, para ele, o encontro foi grandioso e serviu para ressignificar as práticas pedagógicas. "A gente percebe questões, demandas de sala de aula que a gente encontra com outros colegas aqui, os palestrantes maravilhosos, então estou muito feliz em poder participar deste fórum deste ano que está maravilhoso", disse Jean. O Fórum da Educação 2025 foi organizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto com apoio do Centro Universitário UNIDEAU, URI Erechim, UPF, UFFS, IFRS, programa Te Acolhe RS e outras instituições. A programação de três dias incluiu simpósios temáticos, lançamento da revista Saberes & Fazeres, oficinas pedagógicas e momentos culturais. [gallery ids="26866,26862,26865,26863,26867,26861,26860"]

DATA: 25.07.2025 CAT: Notícias

Getúlio Vargas reabre inscrições para eleição suplementar de suplentes do Conselho Tutelar

Edital nº 002/2025 prorroga prazo de inscrições e altera calendário do processo eleitoral; eleição será em 5 de outubro   O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) de Getúlio Vargas publicou nesta quarta-feira (24) o Edital nº 002/2025, que retifica o edital anterior e reabre o período de inscrições para a eleição suplementar de cinco membros suplentes do Conselho Tutelar do município. O novo prazo para inscrição vai de 24 de julho até 1º de agosto de 2025. A eleição está agendada para o dia 5 de outubro de 2025, das 8h às 17h, com locais de votação ainda a serem definidos e divulgados. O processo eleitoral será conduzido por voto direto, secreto, uninominal, universal e facultativo, com fiscalização do Ministério Público. SERVIÇO PÚBLICO RELEVANTE A função de conselheiro tutelar suplente é considerada de interesse público relevante. Os suplentes são chamados a exercer o cargo temporariamente sempre que há afastamento ou impedimento de titulares. Quando em exercício, cumprem jornada de 40 horas semanais e seguem as mesmas regras e direitos dos titulares, incluindo remuneração de R$ 2.100,00 mensais, 13º salário, férias, licenças legais, vale-alimentação e cobertura previdenciária. QUEM PODE SE CANDIDATAR As inscrições são gratuitas e devem ser feitas presencialmente, na sede do COMDICA, localizada na Prefeitura Municipal, na Avenida Engenheiro Firmino Girardello, nº 85, das 9h às 11h e das 14h às 16h30. Os interessados devem atender aos seguintes requisitos: Idade mínima de 21 anos; Ensino médio completo; Comprovação de experiência no trato com crianças e adolescentes; Residência no município; Ser eleitor e possuir idoneidade moral reconhecida. A experiência pode ser comprovada por meio de contrato de trabalho, registro em carteira, declaração de organização da sociedade civil inscrita no COMDICA ou de órgão público no qual o candidato tenha atuado. NOVO CRONOGRAMA Além da reabertura do período de inscrições, o edital retificado altera diversos prazos do processo eleitoral, incluindo etapas como a análise de inscrições, apresentação e julgamento de recursos, homologação das candidaturas e propaganda eleitoral, que inicia em 18 de setembro. O resultado definitivo da eleição será divulgado no dia 13 de outubro de 2025. O processo segue as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente, da legislação municipal e das resoluções do Conanda, garantindo transparência e lisura em todas as etapas. A comissão especial eleitoral, formada por representantes do poder público e da sociedade civil, é responsável pela condução do processo. Mais informações podem ser obtidas diretamente na sede do COMDICA ou pelo telefone (54) 99963-9343. Leia o edital: Edital 002-2025- Retifica edital e reabre inscrições Conselho Tutelar Suplente

DATA: 24.07.2025 CAT: Educação

Getúlio Vargas recebe Fórum de Educação e lança Revista Saberes & Fazeres

Inovação e inclusão como metas educativas   O auditório da UNIDEAU, em Getúlio Vargas, abriu as portas para um encontro que entrelaça formação continuada, arte e diálogo sobre o futuro da educação. Na manhã de quarta‑feira, 23 de julho, começou o XXIX Fórum Municipal de Educação, XXVI Fórum Regional e XXV Fórum Nacional de Educação — evento organizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SMECD) com apoio da UNIDEAU, URI Erechim, UPF, UFFS, IFRS, programa Te Acolhe e outras instituições parceiras. Com o tema "Inovação e Inclusão: perspectivas e desafios educacionais contemporâneos", o encontro tem a missão de promover formação continuada e reflexiva, propondo novos olhares sobre práticas pedagógicas, metodologias ativas e o resgate de valores que ficaram adormecidos ao longo do tempo. A secretária de Educação, Luciane Spanhol Bordignon, resumiu o propósito do fórum: "Mais do que discutir tecnologia, queremos refletir sobre inovação enquanto atitude: rever o que se fazia bem, resgatar práticas que acolhem e educam para a vida. Ela também destacou que o evento se constrói de forma colaborativa, "a muitas mãos", envolvendo diferentes instituições e profissionais. UMA CERIMÔNIA MARCADA POR ARTE E REFLEXÃO A abertura oficial contou com a presença de autoridades municipais, representantes de instituições de ensino e mais de 480 professores e estudantes. A Orquestra Sinfônica Getuliense, fundada em 2009 e vinculada ao CRAS, deu o tom inaugural. Ao fazer a abertura, a secretária Luciane agradeceu à administração municipal "pelo inestimável apoio institucional", ressaltando que a combinação de inovação e inclusão só se realiza plenamente quando "promove a inclusão de todos os estudantes, respeitando suas particularidades e potencialidades". Para embasar esse olhar, citou o sociólogo Boaventura de Souza Santos: "Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza". As autoridades que compuseram a mesa saudaram o público e reforçaram a relevância da iniciativa. O coordenador adjunto da 15ª Coordenadoria Regional de Educação, Alencar Loch, observou que a educação é "a única ferramenta que transforma o ser humano", e elogiou o auditório lotado. A reitora acadêmica do Centro Universitário UNIDEAU, Dânia Barro, disse que ver tantos educadores dispostos a aprender mostra que "há muitas pessoas esperançosas e ansiosas por melhorar cada uma das nossas escolas". O prefeito Pedro Paulo Prezzotto apontou que o fórum simboliza "mais do que a continuidade de uma tradição; representa o compromisso permanente com o fortalecimento da educação e a construção de uma sociedade mais igualitária, desenvolvida e humana". Para ele, em um cenário de transformações constantes, aprimorar‑se é "um gesto de forte responsabilidade com o futuro". CONFERÊNCIA E LANÇAMENTO DE REVISTA Logo após os pronunciamentos, o sociólogo Ricardo Mariz ministrou a conferência de abertura "Inovação e Inclusão: perspectivas e desafios educacionais contemporâneos", chamando a atenção para as tensões entre a cultura digital, a produção de conhecimento e a necessidade de preservar vínculos afetivos e respeitar as singularidades dos estudantes. A conferência, mediada por Luciane Bordignon, permitiu perguntas por escrito, reforçando a interatividade. À tarde, um momento cultural apresentou o projeto Kombi do Saber do Lar da Menina, que promove contação de histórias, música e resgate de brincadeiras tradicionais. Na sequência, ocorreu o lançamento da Revista Saberes e Fazeres Educativos, mediado pela professora Jacqueline Raquel Bianchi Enricone. Publicação anual da SMECD, a revista reúne artigos de pesquisadores, relatos de experiências escolares e produções autorais de estudantes. "A revista não é apenas um veículo de divulgação científica, mas um catalisador de transformações práticas nas salas de aula", afirmou a equipe editorial durante o lançamento. Os organizadores explicaram que a revista estabelece pontes entre universidade, escolas e comunidades, "promovendo diálogo entre diferentes atores educacionais" e inspirando educadores a experimentarem novas abordagens pedagógicas fundamentadas em reflexões teóricas consistentes. Os convidados receberam exemplares impressos e foram informados de que a edição digital está disponível no site da Prefeitura, na área da SMECD. Em um bate‑papo com os autores, professores e uma estudante falaram sobre a experiência de escrever e publicar seus textos. A professora Jaqueline lembrou o conceito de autoria da psicopedagoga Alicia Fernández, que define ser autor como "ser sujeito do próprio processo de aprendizagem, colocar‑se em posição ativa frente ao saber". Ela ressaltou que todos podem ser autores a partir da reflexão sobre suas experiências e leituras. A estudante Rebecca Mistura, aluna do 8º ano, contou que ter sua voz publicada "é desafiador e ao mesmo tempo gratificante". A docente Renata Albuquerque aproveitou para convidar mais colegas a participarem das próximas edições: "Há muita gente que tem o que dizer e, às vezes, não se sente com a condição de expressar. Que nas próximas edições mais pessoas possam participar e se sentir autoras". Também participaram do bate-papo a secretária Luciane Spanhol, o professor Adalmir Jacobi Schaeffer, a professora Ana Paula Pauletti Jobim, Naiara Cássia Soccol Reich e Jonara Karpinski. Ainda na tarde do dia 23, os participantes se dividiram em Simpósios Temáticos, com comunicações orais sobre eixos como Educação Infantil, Alfabetização e Letramento, Gestão Educacional, Educação Inclusiva e Políticas Públicas Educacionais. Esses debates serviram para socializar pesquisas acadêmicas e práticas exitosas da rede pública e privada. OFICINAS, DEBATES E CULTURA A programação continuou na quinta‑feira, 24 de julho, com uma maratona de oficinas pedagógicas. Ao todo, catorze oficinas abordaram temas como alfabetização, psicomotricidade, inteligência artificial aplicada à educação e educação étnico‑racial, conduzidas por especialistas da UFFS, UPF, IFRS, UNIDEAU e terapeutas convidados. Entre um turno e outro, o público acompanhou apresentações da EMEF Pedro Herrerias e da EMEI Olivo Castelli, unindo teoria, prática e vivência artística. Na sexta‑feira, 25 de julho, o foco muda para duas importantes conferências. Pela manhã, o médico neurologista Ricardo Lorenzato Bortoluz discutirá "Autismo e Inclusão" com mediação da neuropsicóloga Diane Lorenzi, do programa TEAcolhe. À tarde, a professora doutora Maria Beatriz Moreira Luce abordará o tema "Educação e Ciência como possibilidades de realização do humano". O encerramento contará com a apresentação da Banda da APAE de Getúlio Vargas, celebração musical de inclusão e talento que marca a tradição do fórum. HUMANIZAÇÃO E REDE DE APOIO Além de propor reflexões, o fórum celebra a rede de instituições que dão suporte à educação de Getúlio Vargas. A prefeitura, por meio da SMECD, organiza o evento com apoio institucional do Centro Universitário UNIDEAU, URI – Campus Erechim, Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), programa Te Acolhe RS, Conselho Municipal de Educação (CME) e Núcleo Integrado de Atendimento ao Estudante (NIAE). Para a comissão organizadora, formada por representantes dessas instituições, a educação transformadora é aquela que escuta, acolhe e ousa inovar sem abandonar o essencial. Ao reunir professores, gestores, estudantes e pesquisadores, o Fórum da Educação 2025 se firma como espaço de escuta e construção coletiva, voltado a fortalecer redes de diálogo e a fomentar práticas pedagógicas mais justas, inclusivas e criativas. O evento segue aberto aos inscritos até sexta‑feira, com certificado de participação e acesso digital à Revista Saberes & Fazeres. [gallery ids="26793,26792,26791,26790,26789,26788,26787,26785,26784,26783"]

DATA: 23.07.2025 CAT: Notícias

Realizada a 12ª Conferência Municipal de Assistência Social com foco nos 20 anos do SUAS e na construção coletiva de políticas públicas

Evento reuniu comunidade, gestores e profissionais para debater avanços, desafios e o futuro da Assistência Social no município   O Centro de Convivência do Idoso – Natalício José Botolli foi sede, nesta terça-feira, 22 de julho, da 12ª Conferência Municipal de Assistência Social de Getúlio Vargas. Promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social e do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), o evento celebrou os 20 anos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e mobilizou representantes da comunidade, do poder público e das entidades locais em um dia de escuta, reflexão e proposições para o fortalecimento das políticas públicas no setor. A abertura oficial contou com a presença do secretário municipal de Saúde e Assistência Social, Elgido Pasa; da secretária Adjunta, Luana Vendruscolo; da Diretora da Assistência Social, Rita de Cássia Pessoa da Silva; da presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Neli Inês Soligo Todero. Prestigiou o evento a primeira-dama do município Margarete Prezzotto, "Celebrar os 20 anos do SUAS é reafirmar nosso compromisso com uma assistência social pública, gratuita, de qualidade e acessível a todos que dela necessitam", destacou o secretário Elgido Pasa. PALESTRA E DEBATE COLETIVO MARCARAM A PROGRAMAÇÃO DA MANHÃ Durante a manhã, as palestrantes convidadas — a psicóloga Aline Bonez e a assistente social Tatiane Laís Uecker — conduziram a conferência central abordando o tema nacional: "20 anos do SUAS: construção, proteção social e resistência". Segundo as profissionais, o momento foi dedicado à avaliação da implementação do SUAS no município, à identificação de pontos a serem aprimorados e à elaboração de propostas que contribuam com o próximo plano decenal de assistência social. "Elaborar estratégias para os próximos dez anos exige compreender onde estamos e onde queremos chegar. O objetivo é reforçar a política de assistência como um direito, afastando retrocessos e o retorno ao assistencialismo fragmentado", enfatizou Tatiane Uecker. "Esperamos que as propostas construídas aqui fortaleçam a proteção social e enfrentem os desafios de financiamento que impactam diretamente os serviços oferecidos à população", acrescentou Aline Bonez. O evento também contou com apresentações culturas da Orquestra Sinfônica Getuliense. E da Banda Marcial da APAE. TRABALHOS EM GRUPO E ELEIÇÃO DE DELEGADOS Na parte da tarde, os participantes foram divididos em grupos para discussão dos cinco eixos temáticos definidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social: Universalização do acesso com equidade e respeito às diversidades; Aperfeiçoamento do SUAS com inovação e valorização profissional; Integração de benefícios e serviços com foco na proteção social e segurança de renda; Gestão democrática com transparência e participação popular; Sustentabilidade financeira e equidade no cofinanciamento do SUAS. A partir dos debates, foram elaboradas propostas que serão encaminhadas à etapa estadual da conferência. Também foram eleitos os delegados que representarão Getúlio Vargas no encontro do Conselho Estadual de Assistência Social. Os delegados eleitos foram: representantes da sociedade civil organizada, como usuários da política de assistência social: Titular: Valdineia Maciel e Suplente: Liamara Rodrigues. Representantes do Governo: Trabalhadores da área - Titular: Cláudia Borba e Suplente: Fabíola Aparecida dos Santos. COMPROMISSO COM O FUTURO A 12ª Conferência Municipal de Assistência Social consolidou-se como um espaço democrático de construção coletiva, reafirmando a importância da participação popular no planejamento de políticas públicas. O evento foi aberto à comunidade e gratuito, simbolizando mais um passo no fortalecimento de uma assistência social comprometida com os direitos e a dignidade de todos os cidadãos. [gallery ids="26742,26743,26744,26745,26747,26748"]  

DATA: 22.07.2025 CAT: Administração

Reunião interinstitucional em Getúlio Vargas discute segurança nas escolas

Protocolo unificado, medidas estruturais, formação continuada e corresponsabilidade parental estão entre os encaminhamentos da manhã desta terça-feira   A Prefeitura de Getúlio Vargas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SMECD), promoveu na manhã desta terça-feira (22), no Salão de Atos, uma reunião ampliada sobre segurança nas escolas, com a participação de representantes das forças de segurança, direções escolares, conselhos escolares e círculo de pais e mestres. O encontro resultou em importantes encaminhamentos voltados à prevenção de violências, fortalecimento de protocolos e ampliação de ações de cuidado e acolhimento na rede municipal de ensino. Estiveram presentes a secretária municipal de Educação, Luciane Spanhol Bordignon; a secretária de Administração, Tatiane Giaretta; o procurador jurídico do Município, Lucas Serafini; o promotor de Justiça Alexandre Vinicius Murussi; o delegado de Polícia Civil, Jorge Fracaro Pierezan; o comandante da 1ª Companhia da Brigada Militar, Major Ailton César Trindade; o Corpo de Bombeiros, representado pelo soldado Eduardo; e integrantes dos conselhos escolar, tutelar, Círculo de Pais e Mestres e gestão escolar. Conduzido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SMECD), o encontro buscou dar início à formulação de uma política pública permanente de proteção, que contemple ações de curto, médio e longo prazo, envolvendo toda a comunidade escolar e os órgãos de segurança". VOZ ATIVA DAS ESCOLAS E COMUNIDADE A reunião iniciou com a escuta das direções das escolas, que apresentaram ofícios protocolados com demandas concretas e relatos sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia. Entre os principais pedidos, destacaram-se: aumento dos muros e cercas externas, especialmente em áreas com mata ou fundos abertos; instalação de câmeras de vigilância com maior alcance e qualidade; presença de vigilantes fixos e treinados nas escolas; instalação de interfones nos portões de acesso e botões de pânico com acionamento direto à Brigada Militar e Polícia Civil; construção de antecâmaras ou áreas de triagem para controle de entrada de visitantes; aquisição de sirenes e detectores de metal; políticas públicas de contratação de psicólogos e assistentes sociais escolares; uniformização obrigatória dos alunos como forma de identificação e segurança. Já um pai, representante do CPM, reforçou a importância do uniforme: "É uma medida simples que aumenta muito a percepção de segurança e pertencimento". SEGURANÇA: MAIS DO QUE ESTRUTURA, UMA CULTURA DE CUIDADO O delegado de Polícia Civil, Jorge Fracaro Pierezan, lembrou que a tragédia ocorrida recentemente em Estação se deu em uma escola bem estruturada. "Tinha portão eletrônico, portas reforçadas, mas não havia protocolo. A porta foi aberta porque o agressor era conhecido. O fato durou oito minutos. Segurança exige preparo, não só muros", alertou. Ele defendeu visitas técnicas a cada escola e a criação de barreiras físicas e comportamentais: "É preciso pensar como a Brigada ou a Polícia Civil: ninguém entra sem ser anunciado". Segundo ele, segurança exige preparo técnico, análise escola por escola e treinamento contínuo. O comandante da Brigada Militar, Major Ailton César Trindade, reforçou que é preciso cautela na adoção de medidas e defendeu a necessidade de soluções proporcionais à realidade local. "Botão de pânico, sim, mas com treinamento. Vigilância, sim, mas com foco no acolhimento. E uma avaliação criteriosa de cada espaço: onde colocar câmeras, onde criar barreiras físicas, onde uma simples mudança de fluxo já melhora a segurança." O representante do Corpo de Bombeiros, soldado Eduardo, destacou a importância dos simulados de evacuação e das formações periódicas: "O botão de pânico só funciona se for acionado. Segurança começa com a preparação de todos que trabalham no ambiente escolar. Existem barreiras como portas corta-fogo que garantem proteção sem comprometer a evacuação. Mas, acima de tudo, é preciso que todos conheçam e saibam executar um plano de emergência." Já o promotor de Justiça Alexandre Vinicius Murussi trouxe uma abordagem humanista e contundente, destacando que "o primeiro protocolo de segurança começa em casa" e reforçou a responsabilidade dos pais. "Olhar a mochila, estar presente, cuidar da rotina e das relações das crianças é fundamental. Não podemos terceirizar tudo à escola. Professores já evitam tragédias diariamente com um simples olhar atento, com escuta ativa. Segurança também é afeto e rede." ENCAMINHAMENTOS PRÁTICOS Ao final da reunião, a secretária Luciane Spanhol Bordignon anunciou os primeiros encaminhamentos: Criação de um protocolo unificado de segurança escolar, construído coletivamente a partir das visitas técnicas que serão realizadas pelas forças de segurança em cada unidade escolar; Elaboração de um plano de ação por escola, considerando suas especificidades estruturais, pedagógicas e sociais; Implementação de formações continuadas com foco em segurança, saúde mental, escuta ativa e acolhimento; Apoio à criação de projeto de lei que viabilize a obrigatoriedade do uso de uniformes escolares na rede municipal. "A escola é o lugar onde nos tornamos humanos, especialmente ao conviver com o diferente. Segurança não se faz apenas com muros altos, mas com cuidado, formação e política pública continuada", afirmou Luciane. A iniciativa foi elogiada por todos os presentes, que reforçaram o compromisso com o trabalho em rede. "Não é hora de pânico, é hora de prevenção, parceria e corresponsabilidade", sintetizou o promotor Alexandre. A SMECD deve, nos próximos dias, convocar novas reuniões para apresentar os esboços do protocolo de segurança e detalhar os próximos passos da construção coletiva. [gallery ids="26656,26655,26654,26653,26652,26651,26650,26649"]